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Empresariado baiano se mobiliza para debater mudanças na escala 6×1

Empresariado baiano se mobiliza para debater mudanças na escala 6×1

  • O temor é de que algumas empresas não consigam absorver o impacto da mudança de jornada e isso acabe gerando redução de contratação e aumento do desemprego. Para a diretoria da ACB, a preocupação não é apenas com empresários, mas também com os trabalhadores e impactos da mudança de jornada sobre a economia real.

    À frente da mobilização, a presidente da ACB, Isabela Suarez, destacou que o empresariado precisa assumir um papel mais ativo nas discussões que impactam diretamente a dinâmica da economia e o ambiente de negócios. Segundo ela, o debate sobre mudanças na jornada de trabalho precisa considerar a realidade das empresas brasileiras e a importância do setor produtivo na geração de empregos.

    “O Brasil olha pouco para quem gera 80% dos empregos. As autoridades ainda não estão atentas à força do comércio e do setor de serviços na economia. Quando se discute mudanças dessa natureza sem ouvir quem está na ponta, corre-se o risco de criar distorções que acabam impactando diretamente o emprego, os custos das empresas e o funcionamento de cadeias produtivas inteiras”, afirmou.

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  • Entre os segmentos mais preocupados com os efeitos da proposta estão bares e restaurantes, que operam com jornadas intensivas e grande dependência de equipes distribuídas ao longo da semana. Luiz Henrique do Amaral, Conselheiro Consultivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-Ba), destacou a dimensão do impacto da medida para o segmento. “No nosso setor, a estimativa é de um impacto direto de cerca de 20% nos custos operacionais, com impacto estimado de 7% a 8% nos preços ao consumidor. Por isso, é fundamental que esse debate seja feito com responsabilidade e com a participação de quem vive a realidade das empresas. A união das forças produtivas proposta pela ACB é fundamental para defender que o tema seja analisado com base nos custos econômicos e na capacidade da sociedade de absorvê-los. E não apenas como um movimento eleitoreiro como tem sido tratado.”, afirmou o dirigente.

    O empresário Ademar Lemos Passos, do restaurante Chez Bernard e associado à Abrasel, ressaltou que a iniciativa da ACB ajuda a trazer o debate para um campo mais amplo. “Essa iniciativa vem alertar para a necessidade de discutir com mais profundidade as consequências desse tema. É um debate que precisa considerar a realidade de setores que funcionam todos os dias e que dependem de escalas de trabalho para manter suas operações”, completou

Fonte: A TARDE
Foto: Divulgação

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