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JERÔNIMO REAGE A MEDIDA DOS EUA E DEFENDE SOBERANIA NACIONAL

JERÔNIMO REAGE A MEDIDA DOS EUA E DEFENDE SOBERANIA NACIONAL

Após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, o governador da BahiaJerônimo Rodrigues (PT), se pronunciou nesta sexta-feira (29) por meio do X, antigo Twitter.

O chefe do Executivo baiano reforçou a importância da cooperação entre Estados Unidos e Brasil no combate ao crime organizado, mas criticou qualquer possibilidade de interferência externa em assuntos internos do país.

O tema, considerado sensível, levanta discussões sobre cooperação internacional, sistema financeiro, sanções e soberania nacional.

Jerônimo também manifestou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sim. Intervenção na política interna de outro país, não. Estou junto com o presidente @LulaOficial na defesa da soberania nacional”, escreveu.

Ações dos Estados Unidos em outros países

Os Estados Unidos já adotaram medidas duras – incluindo sanções econômicas, operações militares, cooperação internacional reforçada e pressão diplomática – contra países ligados a grupos classificados como terroristas. Confira alguns exemplos:

Afeganistão – alvo da invasão norte-americana após os ataques de 11 de setembro por abrigar a Al-Qaeda e o Talibã;

Iraque – sofreu intervenção militar sob o argumento de combate ao terrorismo e posteriormente enfrentou ações contra o Estado Islâmico;

Síria – recebeu ataques aéreos e sanções devido à presença de grupos terroristas como o Estado Islâmico;

Irã – alvo frequente de sanções por apoio a organizações consideradas terroristas pelos EUA, como o Hezbollah e o Hamas;

Líbano – sofre pressão diplomática e econômica pela atuação do Hezbollah no país;

Colômbia – recebeu forte intervenção política e militar dos EUA no combate às FARC e cartéis do narcotráfico classificados como grupos terroristas ou narcoterroristas;

México – enfrenta crescente pressão de setores políticos norte-americanos para que cartéis sejam tratados formalmente como organizações terroristas, o que abriria espaço para ações mais agressivas dos EUA.

Decisão dos EUA ocorreu após visita de Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, comemorou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que a iniciativa representa um avanço no combate às facções criminosas.

O parlamentar também aproveitou para criticar o governo Lula e tentou minimizar o desgaste envolvendo o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Governo Lula prega cautela

governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda avalia como reagirá à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Informações divulgadas pela CNN apontam que, nos bastidores, integrantes do PT temem que uma resposta pública possa ser interpretada pela oposição como defesa do crime organizado.

FONTE: BAHIA.BA

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