A defesa do ex-candidato a prefeito de Barro Alto, Joaci Marcos Alcântara Dias, conhecido como “Galego”, afirma que ele permanece preso no Complexo Penitenciário de Irecê mesmo após o vencimento do prazo de sua prisão temporária, sem que tenha sido proferida decisão judicial prorrogando a medida ou convertendo-a em prisão preventiva.
Joaci Marcos disputou as últimas eleições municipais em Barro Alto, obtendo 48,9% dos votos válidos, e também exerceu o cargo de secretário municipal durante a gestão do ex-prefeito Orlando Amorim.
Segundo o advogado Gamil Föppel, Joaci apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil no dia 26 de maio de 2026, acompanhado de seu defensor, após tomar conhecimento da decretação de sua prisão temporária pela Justiça. A medida foi determinada no âmbito de uma investigação relacionada ao tráfico de drogas na região, conduzida pela Polícia Federal e que também envolve outros investigados.
Após os procedimentos legais, Joaci Marcos foi transferido para a Colônia Penal da região de Irecê e, posteriormente, permaneceu custodiado no Complexo Penitenciário de Irecê. Conforme a defesa, a prisão temporária foi decretada pelo prazo inicial de 30 dias, que teria expirado na última quarta-feira (25).
De acordo com Gamil Föppel, a Lei da Prisão Temporária determina que, encerrado o prazo da custódia, o preso deve ser imediatamente colocado em liberdade, caso não haja decisão judicial prorrogando a prisão ou convertendo-a em prisão preventiva.
Em notificação encaminhada ao diretor da unidade prisional, Érico Geraldo dos Santos Sousa, o advogado sustenta que a permanência de Joaci Marcos preso após o término do prazo configura prisão ilegal. A defesa também cita a Lei de Abuso de Autoridade, que prevê responsabilização pela prolongação indevida da execução de uma prisão.
Ainda conforme a defesa, advogados compareceram ao presídio desde o vencimento do prazo para solicitar a soltura imediata do custodiado, mas o pedido não teria sido atendido. Também teria sido negada a expedição de uma certidão registrando a recusa em cumprir a liberação.
No documento, Gamil Föppel informa que pretende representar o caso ao Ministério Público, à Secretaria de Justiça, à Secretaria de Administração Penitenciária e ao Ministério da Justiça para que sejam apuradas as circunstâncias da permanência de Joaci Marcos na unidade prisional.
Segundo informações obtidas anteriormente junto a fontes policiais, o suposto envolvimento atribuído ao investigado não estaria relacionado à ocorrência registrada recentemente em uma plantação de maconha, onde três suspeitos morreram durante confronto com forças de segurança. A investigação estaria vinculada a outra propriedade rural atribuída ao custodiado. Outros investigados no mesmo caso permanecem presos e aguardam decisão da Justiça.
A investigação continua em andamento e os fatos ainda serão analisados pelo Poder Judiciário. Conforme estabelece a legislação brasileira, Joaci Marcos Alcântara Dias é presumido inocente até eventual condenação com trânsito em julgado.
Até o momento, não há manifestação pública da direção do Complexo Penitenciário de Irecê, da Polícia Civil, da Polícia Federal ou do Poder Judiciário sobre as alegações apresentadas pela defesa.


