O mercado agrícola começa a acompanhar com maior atenção a possibilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, fenômeno climático que pode influenciar diretamente a produção e os preços das principais commodities agrícolas no Brasil e na Argentina.
Um estudo realizado pelo BTG Pactual analisou episódios anteriores do fenômeno e identificou movimentos expressivos nas cotações de soja e milho. Segundo o levantamento, realizado com dados entre 2002 e 2024, os maiores impactos sobre os preços ocorreram, historicamente, cerca de seis meses após o pico do El Niño.
No caso do milho, a cotação em Sorriso, no Mato Grosso, apresentou alta mediana de 62% nesses períodos. Já a soja registrou valorização mediana de 32%.
Os números representam a mediana das variações observadas em episódios anteriores e não significam que as commodities necessariamente terão as mesmas altas. O estudo, porém, indica o potencial de volatilidade dos preços diante de um cenário de El Niño forte.
Enquanto o mercado monitora as condições climáticas, a colheita da safrinha de milho também avança. No Centro-Sul do país, 79% da área já havia sido colhida, avanço de 10 pontos percentuais em apenas uma semana. O ritmo, entretanto, ainda está abaixo dos 88% registrados no mesmo período do ano passado.
As chuvas continuam interferindo no andamento dos trabalhos, especialmente nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
No cenário econômico, uma pesquisa apontou que 52% dos eleitores avaliam a situação econômica do Brasil como ruim ou péssima, contra 47% na semana anterior.
As condições climáticas, o avanço da colheita e o comportamento do mercado internacional devem continuar no radar dos produtores e investidores nas próximas semanas.
Portal Bahia Agrícola, direto da redação.
Com informações de Kellen Severo/3 em 1 Agro.


