O câncer de pulmão é uma das principais causas de mortalidade no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 35.380 novos casos por ano no triênio 2026–2028. Durante o Agosto Branco, campanha de conscientização sobre a doença, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Entre os homens, o câncer de pulmão é o terceiro mais comum, com 18.020 casos estimados, enquanto entre as mulheres ocupa a quarta posição, com 14.540 casos. Apesar da gravidade, quando identificado em estágio inicial, as chances de cura podem ultrapassar 95% em alguns casos.
O tabagismo continua sendo o principal fator de risco, mas não é o único. A poluição do ar, histórico familiar e exposição ao radônio, gás radioativo natural presente no solo e nas rochas, também podem aumentar o risco.
Entre os sinais que merecem atenção estão tosse ou rouquidão persistente por mais de quatro semanas, sangue na secreção, perda de peso sem intenção e dor no peito. O rastreamento é especialmente importante para pessoas entre 50 e 80 anos que fumam ou que já fumaram e possuem carga tabágica elevada.
O tratamento depende do estágio e das condições clínicas do paciente. Entre as principais opções estão cirurgia, terapia-alvo e imunoterapia. Nos casos iniciais, a cirurgia costuma ser uma das principais alternativas. Com os avanços tecnológicos, muitas operações são realizadas por técnicas minimamente invasivas e robóticas, proporcionando menor dor e recuperação mais rápida.
Nem sempre é necessário retirar todo o pulmão. Tumores pequenos podem permitir a retirada apenas de segmentos, enquanto tumores maiores podem exigir a remoção de um lobo. Em situações mais avançadas, a retirada completa do pulmão pode ser necessária, embora seja menos frequente atualmente.
Após a cirurgia, a recuperação depende do tipo de procedimento e da saúde do paciente. Em média, a internação dura cerca de três a quatro dias, e o retorno às atividades pode ocorrer entre 15 dias e três semanas, dependendo do caso.
Especialistas destacam que os avanços da medicina aumentaram as possibilidades de tratamento e cura. Por isso, o diagnóstico não deve ser encarado como motivo para desespero, mas como um momento para buscar acompanhamento médico adequado.


