Depois de 13 dias de celebrações, a Festa de Santa Dulce dos Pobres chega ao momento mais esperado nesta quinta-feira (13), data em que a Igreja Católica celebra a memória litúrgica da primeira santa nascida no Brasil.
Canonizada pelo papa Francisco em 13 de outubro de 2019, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes entrou para a história como a primeira brasileira nata reconhecida oficialmente como santa pela Igreja Católica. O título foi concedido após o Vaticano reconhecer dois milagres atribuídos à intercessão da religiosa baiana.
Por que Santa Dulce foi canonizada?
A canonização é a etapa final do processo que reconhece oficialmente a santidade de uma pessoa. Antes de chegar a esse momento, a Igreja analisa sua trajetória de vida, suas virtudes e, na maioria dos casos, milagres atribuídos à sua intercessão.
No caso de Santa Dulce, o Vaticano reconheceu duas curas consideradas cientificamente inexplicáveis. A primeira envolveu uma mulher que sofreu uma grave hemorragia após o parto. A segunda foi a recuperação da visão de um homem que havia perdido a capacidade de enxergar após uma doença ocular.
Com o reconhecimento desses milagres, o papa Francisco presidiu a cerimônia de canonização, em Roma, tornando Santa Dulce a primeira santa nascida no Brasil.
Um legado que continua vivo
Conhecida como o Anjo Bom da Bahia, Santa Dulce dedicou a vida ao acolhimento dos pobres, dos doentes e das pessoas em situação de vulnerabilidade. O trabalho iniciado por ela deu origem às Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), referência nacional em atendimento filantrópico nas áreas de saúde, assistência social, ensino e pesquisa.
Todos os anos, milhares de fiéis visitam o Santuário Santa Dulce dos Pobres, em Salvador, para agradecer graças alcançadas, participar das celebrações e conhecer mais sobre a história da religiosa.
FONTE: CORREIO24HORAS


