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Comissão de Agricultura define agenda de trabalho

Comissão de Agricultura define agenda de trabalho

Na primeira reunião ordinária desta 20ª Legislatura, a Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia definiu a agenda de trabalho para os próximos meses, que inclui convites aos secretários de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Wallison Tum; de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso; de Infraestrutura, Sérgio Luís Lacerda Brito, e do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, para que exponham aos deputados seus planos, programas e políticas a serem postas em prática no Governo Jerônimo Rodrigues.

O colegiado também aprovou requerimento encaminhado pelo deputado Hassan (PP), para que seja convocada uma audiência pública com o objetivo de discutir a importação de cacau africano pelo Porto de Ilhéus. O deputado Pedro Tavares (UB) apoia a decisão contrária dos produtores baianos a esta importação porque, disse, a Bahia somente agora consegue iniciar um processo de recuperação da lavoura cacaueira, depois de três décadas de declínio em função da vassoura de bruxa.

“Não podemos correr o risco de novos surtos de peste e doenças ao importarmos amêndoas do cacau da Costa do Marfim”, advertiu o parlamentar, ao sugerir que a Comissão de Agricultura oficialize o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador Jerônimo Rodrigues e o secretário Wallison Tum para que se posicionem sobre o assunto.

Os produtores baianos, através da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), protestaram contra a chegada de mais um carregamento no Porto de Ilhéus de amêndoas importadas da Costa do Marfim. Em dezembro do ano passado, chegaram 13 toneladas do produto ao Sul da Bahia e, para o mês março, estão previstas mais 10 toneladas. As amêndoas são destinadas ao processamento em três multinacionais que atuam no Brasil (Olam Agrícola, Barry Callebaut e Cargill Agrícola). Os cacauicultores ameaçam fechar trechos da BR-101, em Ilhéus.

Os cacauicultores baianos querem a revogação da Instrução Normativa 125/21, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que retirou a exigência fitossanitária para a importação das amêndoas da África. Com isso, advertem, há o sério risco de entrarem no Brasil pragas e doenças ainda não existentes aqui, como a Striga spp e a Phytoptora Megakaria que, além de contaminar a produção de cacau, pode atingir também as plantações de soja, milho, arroz, feijão, cana e sorgo.

Participaram da reunião comandada pelo presidente Manuel Rocha (UB), o vice-presidente do colegiado, Ricardo Rodrigues (PSD); Eduardo Salles (PP); Marquinho Viana (PV); Neusa Cadore (PT); Pedro Tavares (UB) e Tiago Correia (PSDB). Todos destacaram a importância do colegiado para a economia baiana e declararam apoio e empenho na busca de soluções para as dificuldades que a agropecuária baiana enfrenta, sobretudo no resgate do papel da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e na assistência tecnológica aos produtores baianos.

Foto: AscomALBA/AgênciaALBA

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