Após anunciar que deixará o PSD para disputar a reeleição ao Senado pelo campo da oposição, o senador Angelo Coronel segue preservando apoios importantes, inclusive entre correligionários que permanecem formalmente na base governista na Bahia. O movimento evidencia que, apesar da mudança de posicionamento partidário, Coronel mantém capital político consolidado e diálogo aberto com diferentes alas do grupo governista.
Nos bastidores, lideranças que continuam vinculadas à base demonstram resistência à tese da chapa “puro-sangue” defendida pelo PT para as eleições de 2026. A proposta petista de concentrar as principais candidaturas majoritárias dentro do próprio partido tem gerado desconforto em setores aliados, que defendem uma composição mais ampla e plural.
A decisão de Coronel de migrar para o campo da oposição reorganiza o tabuleiro político estadual e antecipa o debate sobre alianças, estratégias e espaços na disputa ao Senado. Mesmo fora do PSD, o senador sinaliza que não pretende romper pontes com antigos aliados, apostando na construção de uma candidatura competitiva sustentada por articulações suprapartidárias.
Com a movimentação, o cenário para 2026 ganha novos contornos, ampliando as negociações e abrindo espaço para reconfigurações tanto na base quanto na oposição.


