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TRABALHADORES DOS CORREIOS ENTRAM EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO NA BAHIA E NO PAÍS

TRABALHADORES DOS CORREIOS ENTRAM EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO NA BAHIA E NO PAÍS

Os trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado na noite de quinta-feira (dia 10), durante assembleias realizadas em todo o país, informou a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect).https://eb4841413749a34ce7a36673cd6dd434.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

Segundo a Findect, a greve teve início às 22h, após a aprovação em 35 assembleias. No Acre, a deliberação está prevista para esta sexta-feira (dia 11).https://d-30639343411720267369.ampproject.net/2608131752000/frame.html

A paralisação ocorre após as negociações salariais com a estatal terminarem sem acordo. Segundo a entidade, um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde. A Findect afirma que a estatal “insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano”.

“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, disse a Findect em comunicado publicado em sua página.

Em nota enviada ao EXTRA (leia a íntegra mais abaixo), os Correios disseram que “acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação”.

“A rede de atendimento permanece aberta ao público. Entre as medidas adotadas está a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico”, diz trecho da nota da estatal.

No geral, dizem que respeitam o direito de greve, que seguem acompanhando a situação, e que podem adotar novas medidas “conforme a evolução do movimento”. Em caso de dúvidas, clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.

A empresa pública afirmou que, apesar da manutenção de 78 das 80 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da recomposição da inflação sobre as remunerações e os benefícios, não houve consenso entre as partes.

Correios em crise

Os Correios enfrentam uma grave crise financeira. No primeiro semestre de 2026, a estatal teve um prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

No ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para reestruturar a operação. Como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional para a operação, a estatal deveria colocar em prática um plano de reestruturação que envolvia o fechamento de agências, a retirada de gratificação de R$ 500 para funcionários que exercem atendimento ao público e a adoção de um sistema para mapear os recursos necessários para realizar as entregas.

As medidas, porém, foram interrompidas em julho devido à ameaça de greve dos funcionários.

No início de setembro os Correios avançaram na negociação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões e enviaram a proposta para análise do Ministério da Fazenda sobre a capacidade de pagamento da empresa na semana passada. O governo federal deve ser avalista e dar a garantia para o financiamento.Leia nota dos correios na íntegra

“Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação iniciada nesta quinta-feira (10).

A rede de atendimento permanece aberta ao público. Entre as medidas adotadas está a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Os Correios reafirmam o respeito ao direito de greve dos trabalhadores. A empresa ressalta, no entanto, que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.

A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.

Negociação coletiva

Na quinta-feira (10), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reuniu representantes dos Correios e das federações sindicais Fentect e Findect em mais uma tentativa de acordo por meio da mediação. Mesmo com a manutenção de 78 das 80 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da recomposição da inflação sobre salários e benefícios, não houve consenso.

Próximos passos

Os Correios seguem acompanhando a operação em todo o país e poderão adotar novas medidas de contingência conforme a evolução do movimento, com prioridade para a continuidade dos serviços e a redução de impactos para clientes e população.

FONTE: EXTRA GLOBO

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