Ser piloto de avião é o sonho profissional mais pesquisado do mundo. É o que aponta um levantamento da plataforma Resume.io, que analisou buscas realizadas em 170 países e identificou mais de 1,3 milhão de pesquisas pela profissão em 2024. A carreira aparece na primeira posição do ranking global e também ocupa o topo da lista no Brasil e em outros 33 países. A aviação comercial tem atraído tanto jovens que estão escolhendo a primeira profissão quanto pessoas que buscam uma mudança de carreira, principalmente pela possibilidade de atuar em um mercado internacional e alcançar salários competitivos.
Mas chegar à cabine de uma aeronave exige mais do que vontade de voar. A profissão envolve formação específica, licenças, horas de voo, domínio do inglês, avaliações médicas e investimento financeiro elevado. O primeiro passo é iniciar a formação como piloto privado (PP) e, posteriormente, avançar para a licença de piloto comercial (PC). No Brasil, o profissional também precisa obter as certificações exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Outro requisito importante é o acúmulo de horas de voo. A formação inicial pode ultrapassar 150 horas práticas, mas a quantidade necessária aumenta conforme o piloto busca novas habilitações e avança profissionalmente. A carreira também exige avaliações médicas periódicas para comprovar que o profissional está apto a exercer a atividade.
Inglês é requisito para quem quer seguir carreira
O domínio do inglês é outro ponto importante para quem pretende trabalhar na aviação. O idioma é utilizado como padrão na aviação civil internacional, inclusive em comunicações entre pilotos e controladores, manuais técnicos e treinamentos. “O inglês deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito operacional em diversas carreiras. Na aviação, isso é ainda mais evidente, porque toda a comunicação segue um padrão global. Um piloto precisa compreender e responder com precisão em tempo real, sem margem para erro”, afirma Reginaldo Kaeneêne, CEO da KNN Idiomas. Segundo ele, o domínio do idioma também amplia o acesso a oportunidades profissionais fora do Brasil.
Quanto custa para virar piloto?
O investimento necessário para chegar à formação completa pode ser alto. Segundo os dados apresentados no levantamento, os gastos podem variar de R$ 80 mil a R$ 150 mil, considerando cursos, horas de voo e certificações obrigatórias. O valor final depende da escola escolhida e principalmente da quantidade de horas práticas realizadas durante a formação. Por isso, o custo pode variar bastante entre os candidatos.
Além da formação, o profissional precisa continuar acumulando experiência e qualificações ao longo da carreira para avançar para posições com maior responsabilidade. A remuneração varia conforme a função exercida, a experiência profissional e o segmento da aviação. Dados de mercado de 2026 indicam média de aproximadamente R$ 17,6 mil mensais para pilotos comerciais. Já comandantes de companhias aéreas podem receber entre R$ 17 mil e R$ 28 mil por mês, além de adicionais, conforme as condições de trabalho e a empresa.
Outras profissões aparecem entre as mais desejadas
Embora a carreira de piloto esteja no topo do levantamento, outras profissões também aparecem entre as mais pesquisadas globalmente. A lista inclui corretor imobiliário, engenheiro de software, tabelião, comissário de bordo, agente de viagens, cientista de dados, juiz, terapeuta e detetive.
FONTE: CORREIO24HORAS


