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Guardar R$ 140 por mês pode ajudar a pagar faculdade dos filhos; entenda

Guardar R$ 140 por mês pode ajudar a pagar faculdade dos filhos; entenda

Começar a investir ainda na infância pode reduzir significativamente o valor que uma família precisa reservar todos os meses para custear a faculdade dos filhos. Uma simulação apresentada pela XP aponta que aportes mensais de aproximadamente R$ 140, durante 15 anos, poderiam formar uma reserva de R$ 40,1 mil, considerando uma rentabilidade real hipotética de 6% ao ano.

O mesmo objetivo financeiro exigiria depósitos de cerca de R$ 577 por mês caso o planejamento começasse apenas cinco anos antes da utilização do dinheiro. Os valores são estimativas e não representam garantia de rendimento.

A discussão sobre a importância de organizar as finanças desde cedo ganha espaço com o Dia das Crianças, celebrado nesta segunda-feira, 12. Além de contribuir para despesas futuras, como o ensino superior, o planejamento pode ajudar a desenvolver hábitos financeiros ainda na infância.

Segundo Rodrigo Icó, líder da XP na Bahia, a principal vantagem de começar a investir com antecedência é ter mais tempo para acumular recursos e adaptar o orçamento familiar.

“Quando uma família começa a se organizar com antecedência, ela ganha tempo para ajustar os aportes, rever os objetivos e lidar com diferentes momentos da vida financeira. O planejamento não precisa começar com grandes valores: a regularidade e o horizonte de longo prazo são pontos importantes nessa construção”, explica.

Quanto é preciso guardar para pagar uma faculdade?

O valor necessário depende do curso escolhido, do prazo disponível e da rentabilidade obtida pelos investimentos.

Na simulação divulgada pela XP, considerando um período de 15 anos e retorno real hipotético de 6% ao ano, os aportes mensais estimados seriam:

  • Curso superior padrão: R$ 140 por mês para acumular aproximadamente R$ 40,1 mil;
  • Engenharia: cerca de R$ 202 mensais;
  • Medicina: aproximadamente R$ 2.861 por mês.

Os cálculos utilizam médias nacionais de mensalidades e consideram depósitos ao fim de cada mês. Não incluem impostos, taxas, bolsas de estudo ou variações nos custos dos cursos acima da inflação.

Como ensinar crianças a lidar com dinheiro?

A educação financeira também pode começar antes da adolescência. Uma revisão de mais de 100 estudos realizada por pesquisadores da Universidade de Cambridge indica que hábitos relacionados ao dinheiro começam a se desenvolver por volta dos sete anos.

No Brasil, os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022 mostram dificuldades nessa área. Apenas 2% dos estudantes brasileiros avaliados atingiram o nível mais elevado de conhecimento financeiro, enquanto a média dos países participantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 11%.

Para Rodrigo Icó, pequenas atividades do cotidiano podem ajudar as crianças a compreender a importância de administrar recursos.

“O mais importante é que a criança comece a entender, de acordo com a sua idade, que o dinheiro está relacionado a escolhas, planejamento e objetivos”, afirma.

Entre os três e seis anos, os responsáveis podem trabalhar conceitos como a diferença entre necessidade e desejo. Já entre os sete e 12 anos, a mesada pode servir como instrumento para ensinar organização e planejamento.

Na adolescência, o aprendizado pode incluir o uso supervisionado de contas bancárias e o primeiro contato com investimentos.

Onde investir para o futuro dos filhos?

Entre as alternativas disponíveis para quem pretende financiar os estudos das crianças está o:

Tesouro Educa+

Título público voltado ao planejamento educacional. A modalidade oferece remuneração vinculada à inflação, medida pelo IPCA, acrescida de uma taxa de juros definida na compra. Após o período de acumulação, o investidor passa a receber pagamentos mensais durante cinco anos, conforme as condições do título.

Tesouro IPCA+ e planos de previdência privada.

A escolha depende de fatores como prazo, custos, tributação, liquidez e tolerância ao risco.

O especialista ressalta que, antes de contratar qualquer produto financeiro, é necessário estabelecer o objetivo e avaliar quanto a família consegue reservar sem comprometer as despesas essenciais.

“O investimento é uma ferramenta para realizar um objetivo. Antes de escolher um produto, é importante que a família tenha clareza sobre o que quer construir para aquela criança e em quanto tempo”, destaca Icó.

Instituições financeiras também oferecem contas destinadas a crianças e adolescentes, com movimentações acompanhadas pelos responsáveis. Essas ferramentas podem ser utilizadas para ensinar, na prática, conceitos como controle de gastos, poupança e organização do orçamento.

FONTE: A TARDE

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