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BATATA FICA MAIS BARATA E PURÊ PODE VOLTAR AO PRATO DO BRASILEIRO; VEJA PREÇOS

BATATA FICA MAIS BARATA E PURÊ PODE VOLTAR AO PRATO DO BRASILEIRO; VEJA PREÇOS

A batata ficou mais barata no atacado em agosto e pode voltar a ganhar espaço no prato do brasileiro. O preço médio do tubérculo caiu 11,6% nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), chegando a R$ 2,63 por quilo. A redução foi registrada em todas as unidades acompanhadas pelo levantamento.

A queda interrompe uma sequência de altas que vinha sendo observada desde fevereiro. Segundo a Conab, o movimento está relacionado ao aumento da oferta, embora o volume tenha ficado abaixo do registrado em julho. As maiores reduções de preço ocorreram em Rio Branco (AC), com queda de 46,35%; São José (SC), de 25,66%; Curitiba (PR), de 22,83%; e Rio de Janeiro (RJ), de 20,33%.

Batata é um alimento versátil e delicioso por Shutterstock

Apesar do recuo, a batata ainda é comercializada em patamares superiores aos registrados no mesmo período de 2025. No ano passado, a oferta elevada derrubou os preços e acabou desestimulando a manutenção daquele nível de produção para 2026.

A cebola também ficou mais barata. O produto teve redução de preços em nove das dez Ceasas analisadas, com queda de 13,8% na média ponderada. Os recuos mais expressivos ocorreram em Recife (PE), de 25,45%; Rio de Janeiro (RJ), de 18,21%; e Curitiba (PR), de 17,32%.

A oferta de cebola nas centrais permaneceu praticamente estável em relação a julho, mas aumentaram as remessas dos principais estados produtores. Minas Gerais e São Paulo, juntos, responderam por metade do volume comercializado nas Ceasas avaliadas.

Entre as hortaliças, a alface também apresentou queda na maior parte das unidades pesquisadas. O preço recuou em seis das dez Ceasas, com redução de 31,22% no Rio de Janeiro. Em Recife, porém, houve alta de 15,45%. Mesmo com uma oferta 4,3% menor que a de julho, a produção de inverno foi suficiente para atender à demanda, segundo a Conab.

A cenoura teve comportamento praticamente estável, com alta de apenas 0,88% na média ponderada. O preço caiu em seis das dez Ceasas, com destaque para São José (SC), onde a redução foi de 29,45%, seguida pelo Rio de Janeiro (-18,74%) e Vitória (-12,30%). As maiores altas ocorreram em Fortaleza (21,99%) e São Paulo (10,92%).

O tomate foi a exceção entre as principais hortaliças. O preço médio subiu 18,13%, embora tenha havido diferenças significativas entre as centrais: a cotação caiu 55,50% em São José (SC) e aumentou 38,58% em São Paulo. A Conab relaciona o cenário à redução da oferta após o pico da safra de inverno em julho e às condições climáticas que interferiram na maturação dos frutos.

Frutas também têm quedas

A comercialização de frutas nas Ceasas aumentou 4,5% em agosto. Entre os produtos pesquisados, o mamão ficou mais barato em 70% dos entrepostos, com redução de 10,9% na média ponderada. Em Vitória (ES), a queda chegou a 43,74%, enquanto em São Paulo foi de 23,20%.

O aumento da oferta das variedades formosa e papaya elevou a disponibilidade do mamão no mercado. A Conab destaca o crescimento dos envios provenientes do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo, principais regiões produtoras.

A melancia também registrou queda, de 3,24% na média ponderada. Mesmo com o aumento da procura provocado pelo calor, a oferta cresceu, principalmente com a participação de Goiás e Tocantins. Os dois estados costumam concentrar o fornecimento da fruta até outubro.

A laranja teve redução mais discreta, de 0,95% na média dos preços. A oferta enviada às centrais atacadistas aumentou 1,68% em relação a julho no cinturão citrícola, principal região produtora do Brasil e do mundo, o que ampliou a disponibilidade da fruta no atacado e no varejo.

Já a maçã voltou a subir, com alta de 2,72% na média ponderada. O movimento está relacionado ao consumo gradual dos estoques armazenados em câmaras frias e ao aumento da comercialização. A safra 2025/26 apresentou produtividade superior, ampliando a oferta das variedades fuji e gala, especialmente de produtores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A banana também teve alta na média mensal, de 4,32%, apesar de ter ficado mais barata em seis das dez Ceasas analisadas. As oscilações na oferta e na demanda e a qualidade das frutas influenciaram os preços ao longo do mês.

Exportações de frutas e hortaliças crescem

As exportações brasileiras de frutas e hortaliças chegaram a 789 mil toneladas nos primeiros oito meses de 2026, alta de 10,6% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O faturamento alcançou US$ 1,01 bilhão, crescimento de 20% na comparação anual. Entre os produtos que tiveram aumento nas vendas externas estão manga (30,5%), abacate (102,5%), mamão, melancia e pêssego (83,3%) e maçã (254%).

Os dados fazem parte do 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Conab nesta terça-feira (22). O levantamento acompanha preços e comercialização dos produtos de maior representatividade nas Ceasas e com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

FONTE: CORREIO24HORAS

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