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Capitão Alden questiona demora na decisão de Moraes para que Bolsonaro fosse liberado para prisão domiciliar

Capitão Alden questiona demora na decisão de Moraes para que Bolsonaro fosse liberado para prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou, nesta terça-feira (24), a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias. A decisão já vinha sendo especulada por alguns políticos que transitam em Brasília e gerou reações, a exemplo do deputado federal Capitão Alden (PL-BA).

O Vice-Líder da Oposição na Câmara Federal, Capitão Alden, questionou a postura do representante do Supremo Tribunal Federal em demorar com a decisão favorável à prisão domiciliar e voltou a sinalizar como uma espécie de perseguição ao ex-presidente.

“A decisão que determina a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro levanta um ponto grave que precisa ser enfrentado com responsabilidade: a evidente demora na adoção de uma medida que já era respaldada por sucessivos laudos médicos. Não estamos diante de um fato novo. As condições de saúde do ex-presidente vêm sendo documentadas de forma contínua, com relatórios técnicos que indicavam a necessidade de cuidados específicos incompatíveis com o regime anterior. A decisão, portanto, não apenas reconhece uma realidade já existente, como evidencia que houve um intervalo relevante entre o conhecimento dos fatos e a adoção da providência adequada”, afirmou.

O deputado seguiu pontuando questionamentos sobre pontos que considerou “atípicos” na postura do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e reforçou a necessidade de maior transparência e imparcialidade por parte do magistrado.

“Por que a medida só foi adotada agora? Por que laudos médicos anteriores não produziram efeito imediato? O cumprimento de decisões judiciais deve observar não apenas a legalidade formal, mas também a razoabilidade, a proporcionalidade e, sobretudo, a dignidade da pessoa humana, princípios que não podem ser relativizados. Quando há reiterados alertas técnicos ignorados ou postergados, o problema deixa de ser apenas jurídico e passa a ser institucional. Seguiremos atentos à necessidade de transparência e coerência nas decisões, especialmente quando envolvem direitos fundamentais e situações de saúde comprovadas por laudos médicos”, concluiu.

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