O PDT baiano entra na corrida eleitoral de 2026 diante de um cenário de incertezas para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados. Projeções feitas nos bastidores políticos apontam que a legenda pode enfrentar dificuldades para alcançar o desempenho necessário e, em um cenário mais adverso, terminar a eleição sem eleger nenhum deputado federal.
O principal desafio está na composição da chapa proporcional. O partido perdeu nomes de peso, entre eles o deputado federal Leo Prates, que deixou a legenda e a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos e posteriormente se filiou ao União Brasil.
As mudanças ocorreram em meio ao reposicionamento do PDT na Bahia, que se afastou do grupo de oposição e passou a integrar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento provocou uma reacomodação de forças dentro da legenda e alimentou o debate sobre a capacidade do partido de montar uma chapa competitiva para a Câmara Federal.
Apesar das perdas, o PDT ainda conta com uma possibilidade concreta de manter representação na Câmara. O principal nome da legenda é o deputado federal e presidente estadual do partido, Félix Mendonça Júnior, que busca a renovação do mandato. Atualmente, Félix é o único deputado federal do PDT eleito pela Bahia.
Assim, dentro do cenário projetado, a esperança do PDT é conseguir atingir o desempenho eleitoral necessário para garantir pelo menos uma cadeira. A eventual eleição de Félix Mendonça Júnior seria, portanto, o principal objetivo da legenda na disputa proporcional.
O cenário, porém, ainda está aberto e dependerá da composição definitiva da chapa, da força eleitoral dos candidatos e da votação total obtida pelo partido. Com o esvaziamento provocado pela saída de nomes importantes, o PDT terá o desafio de demonstrar nas urnas que ainda possui musculatura suficiente para garantir representação federal pela Bahia.


