Cuidado com os “deputados Copa do Mundo”, que só aparecem de quatro em quatro anos na região de Irecê. Em períodos eleitorais, surgem com discursos ensaiados, promessas recicladas e agendas cheias de fotos e reuniões. Depois das urnas, desaparecem tão rápido quanto vieram, deixando a população sem acompanhamento e sem respostas.
Esse comportamento revela uma prática antiga: tratar municípios do território apenas como redutos eleitorais. Muitos não acompanham o dia a dia da região, não participam das discussões permanentes e não mantêm diálogo contínuo com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. Ficam distantes dos desafios enfrentados na saúde, na infraestrutura, na agricultura e na geração de emprego.
Irecê tem relevância econômica e social para a Bahia e precisa de representantes presentes o ano inteiro, que fiscalizem, destinem recursos, prestem contas e mantenham atuação constante nas pautas locais. A população deve observar quem realmente trabalhou durante todo o mandato, quem buscou investimentos e esteve ao lado da comunidade nos momentos difíceis.
Mais do que discursos, a região precisa de compromisso contínuo. Política não pode ser evento sazonal. Representatividade se constrói com presença, trabalho e responsabilidade todos os dias, e não apenas a cada quatro anos.


