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DÉFICIT HABITACIONAL DE 480 MIL PESSOAS EXIGE NOVOS INVESTIMENTOS EM MORADIA NA BAHIA.

DÉFICIT HABITACIONAL DE 480 MIL PESSOAS EXIGE NOVOS INVESTIMENTOS EM MORADIA NA BAHIA.

Senador questionou permanência do problema e afirmou que pretende trabalhar para que recursos federais sejam utilizados na construção de casas para famílias sem moradia adequada

O senador Ângelo Coronel criticou a permanência do déficit habitacional na Bahia e defendeu uma articulação política para ampliar os investimentos na construção de moradias no estado. Segundo dados da SEINFRA (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) relatados durante o evento Sua Voz é Nossa Voz, realizado na terça-feira (14), em Pau da Lima, cerca de 480 mil pessoas ainda não têm uma casa para morar.

Durante o encontro, o senador chamou atenção para a realidade de famílias que vivem em condições precárias, inclusive sob lonas e em moradias improvisadas.

“Tiveram a oportunidade de fazer e não estão fazendo”, afirmou Coronel.

O senador também questionou a permanência do déficit habitacional diante do longo período de comando político do Estado e da relação institucional entre o Governo da Bahia e o Governo Federal.

“Será que 20 anos não deram para zerar esse déficit de casas, de habitação nesse estado?”, questionou.

Para Coronel, a moradia precisa deixar de ser apenas uma promessa eleitoral e se transformar em uma prioridade concreta de governo. O senador defendeu a utilização de emendas parlamentares para ampliar a construção de casas e afirmou que pretende atuar para enfrentar o problema.

“Nós vamos trabalhar para colocar emenda para zerar, ou seja, não deixar um baiano sem casa para morar”, afirmou.

A proposta apresentada pelo senador prevê a articulação de recursos federais para apoiar uma política de expansão habitacional no estado, com participação do Governo Federal, do Governo da Bahia e das prefeituras.

O déficit habitacional atinge diferentes regiões da Bahia e expõe um dos principais desafios sociais do estado. Para Coronel, a existência de centenas de milhares de baianos sem acesso a uma moradia adequada exige mais do que novas promessas: exige planejamento, recursos e capacidade de execução.

“Não basta dizer que vai fazer. É preciso colocar o dinheiro e fazer acontecer”, resumiu.

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