A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em 4 de outubro, a Agência Brasil reuniu especialistas que apresentaram diretrizes para orientar uma escolha consciente de candidatos aos cargos de deputado, senador, governador e presidente:
- Autoavaliação do Eleitor: Antes de analisar candidatos, o eleitor deve identificar suas prioridades sociais, econômicas e ideológicas. Em política, as decisões envolvem gestão de conflitos e escolhas distributivas que beneficiam diferentes grupos.
- Atribuições dos Cargos: Compreender os limites legais de cada função evita cair em falsas promessas. Cargos do Executivo (Presidente e Governadores) administram e executam obras e serviços; representantes do Legislativo (Deputados e Senadores) criam leis, fiscalizam e direcionam o orçamento, mas não executam obras diretamente.
- Análise do Histórico: O eleitor deve examinar a trajetória, doadores de campanha, coligações e o histórico de votações dos candidatos, priorizando ações concretas em vez de discursos populistas. Dados de prestação de contas e propostas ficam disponíveis no TSE.
- Alinhamento Partidário: No sistema político brasileiro, os eleitos seguem orientações de bancada. Por isso, vale observar o programa, a coerência ideológica e as alianças do partido do candidato.
- Atenção aos “Puxadores de Voto”: Pelo sistema proporcional, candidatos extremamente votados (celebridades ou figurões) ajudam a eleger outros nomes da nominata partidária. É crucial conhecer o partido e os demais integrantes da lista antes de decidir o voto.
- Regras no Dia da Eleição: É permitido usar a “colinha” em papel, além de manifestação individual e silenciosa por bandeiras, broches e camisetas. É proibido portar celular ou câmeras na cabine de votação, realizar manifestações coletivas ruidosas, aliciamento ou boca de urna. O voto é assegurado sem prejuízo salarial ao trabalhador, e idosos acima de 80 anos têm preferência na fila.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL


