Deputado federal classificou como “afronta à população baiana” a fala do senador sobre a fila da regulação
A declaração do petista Jaques Wagner sobre o sistema de regulação de saúde na Bahia provocou reação do deputado federal Capitão Alden (PL-BA), candidato à reeleição. Durante entrevista a uma rádio de Santo Antônio de Jesus, nesta segunda-feira (24), o senador afirmou que a fila da regulação deveria ser chamada de “fila da vida”.
Vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Capitão Alden rechaçou a declaração e afirmou que a fala do senador não corresponde à realidade enfrentada diariamente por milhares de baianos que dependem do sistema público de saúde.
Para o militar baiano, classificar a regulação como um sistema que funciona representa uma tentativa de minimizar os problemas enfrentados pela população.
“Todos que moram na Bahia ou conhecem de fato a realidade do nosso estado sabe que a Regulação não funciona. Para quem está esperando por atendimento, exame, cirurgia ou transferência hospitalar, essa não é a ‘fila da vida’. É uma fila marcada pela angústia, pelo sofrimento e, em muitos casos, pela morte. Existem inúmeros relatos de baianos que aguardam por atendimento enquanto seus quadros de saúde se agravam”, afirmou Alden.
O deputado também classificou a declaração de Wagner como uma afronta aos baianos que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento na rede pública estadual.
“Em que mundo ele vive? É inadmissível que um senador queira apresentar à população uma realidade que não é aquela vivenciada por quem precisa do sistema de saúde. Basta conversar com as famílias que estão há longos períodos esperando por uma transferência ou por um procedimento para entender o tamanho do problema. A população não precisa de discursos para maquiar a realidade; precisa de atendimento imediato, dignidade e respeito”, criticou.
Capitão Alden ainda responsabilizou as sucessivas gestões petistas pelo cenário da saúde pública na Bahia e cobrou mudanças na condução da política estadual.
“Depois de quase duas décadas de governos do PT na Bahia, o mínimo que se espera é que reconheçam os problemas e trabalhem para resolvê-los. Não podemos transformar uma fila de pessoas esperando atendimento em propaganda política. Saúde não pode ser tratada como narrativa. Quando uma pessoa precisa de atendimento e não consegue, estamos falando de vidas”, concluiu o deputado.


