O governo federal publicou no início de julho no Diário Oficial da União uma lei que garante o pagamento de uma indenização no valor de R$ 50 mil e uma pensão vitalícia às crianças com síndrome congênita causada pelo vírus da zika. Apesar da promessa de celeridade no pagamento do benefício, a indenização e a pensão ainda não começaram a ser pagas. As informações são da coluna de Carlos Madeiro, no portal Uol.
Apesar da cobrança das mães, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deu qualquer sinalização sobre o pagamento do benefício. O cenário se agrava por conta da queda de doações a entidades que prestam apoio às famílias depois do anúncio da lei. Segundo o colunista, em Pernambuco, estado com o maior número de vítimas, a principal associação fechou as portas por conta de uma diminuição de mais de 90% da receita.
O pagamento da pensão para as famílias das crianças com síndrome congênita causada pelo vírus da zika foi aprovado no dia 17 de junho, quando deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao projeto aprovado por Câmara e Senado em 2024. Desde então, ficou decidido que seria pago uma pensão mensal no valor de R$ 8.157,41.
Além do atraso, o governo federal ainda não comentou sobre os atrasos no pagamento da pensão e da indenização. Em resposta, às associações estaduais tentam mobilizar as mães para usar as redes sociais para pressionar as autoridades.
Números da zika no Brasil
Os primeiros casos de zika no Brasil começaram a ser registrados em abril de 2015. Desde então, o país passou a viver uma epidemia.
De acordo com dados oficiais, entre 2015 e 2016, a zika contaminou pelo menos 1,5 milhão de pessoas. Além disso, também foram registrados 3.500 casos de microcefalia associados à infecção materna durante a gestação. No entanto, os números são considerados subestimados.
O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que, entre 2015 e 2023, foram notificados 22.251 casos suspeitos de Síndrome Congênita associada ao Zika (SCZ), com 1.828 confirmados. A região mais afetada é a Nordeste com 1.380 casos (75,5%).
Fonte: BNews
Imagem: Frazão/Agência Brasil


