A Justiça Eleitoral da Bahia negou, nesta semana, pedido de coligação ligada a Jaques Wagner para tirar do ar uma inserção de rádio do senador Angelo Coronel. A peça compara a trajetória dos dois concorrentes ao Senado, de um lado, candidatura sem qualquer questionamento na Justiça; do outro, um nome citado nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master e o pedido de suspensão argumentava que o conteúdo seria desinformação.
O relator do caso rejeitou o argumento, já que considerou que a propaganda não fabrica fato nem atribui condenação a ninguém: apenas retoma informação já publicada pela imprensa e a usa em contraste político, o que classificou como exercício legítimo de crítica eleitoral, não censurável.
Na prática, a tentativa de calar a comparação teve o efeito contrário: deu à Justiça a oportunidade de validar que o contraste pode continuar no ar. Enquanto isto, os fatos por trás da peça seguem os mesmos: um dos dois candidatos ao Senado tem inquérito da PF no currículo e Coronel, não.


