Planejamento prevê reforço dos plantões, monitoramento de informações e atendimento de ocorrências
O atendimento policial durante as Eleições 2026 contará com reforço dos plantões da Polícia Civil da Bahia. Nos dias 3 e 4 de outubro, delegados, investigadores e escrivães estarão mobilizados em todo o estado para atender à população e adotar as medidas de Polícia Judiciária necessárias.
As delegacias territoriais e especializadas manterão o atendimento, com equipes preparadas para registrar e apurar ocorrências relacionadas ao processo eleitoral, incluindo crimes praticados no ambiente digital, homicídios e tentativas de homicídio. A atuação contará com o apoio dos departamentos especializados, das equipes de inteligência e das demais forças de segurança.
Para orientar os servidores, a Academia da Polícia Civil (Acadepol) disponibilizou duas cartilhas com procedimentos para identificação de crimes eleitorais, atendimento das ocorrências e preservação de provas físicas e digitais.
O delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, destacou que a Polícia Civil manterá equipes mobilizadas em todos os municípios baianos, conforme o planejamento operacional e suas atribuições legais.
“A Polícia Civil estará presente em todos os municípios baianos durante as Eleições 2026, atuando dentro de suas atribuições legais e conforme o planejamento operacional estabelecido para o período. Embora a responsabilidade pela apuração dos crimes eleitorais seja, em regra, da Polícia Federal, a Polícia Civil atenderá essas ocorrências nos locais onde não houver unidade da PF. Além disso, manteremos nossas equipes mobilizadas para atender situações relacionadas aos crimes comuns e garantir a prestação do serviço de Polícia Judiciária durante todo o pleito. A legislação eleitoral estabelece restrições específicas à realização de prisões no período que antecede a votação e nas 48 horas seguintes ao encerramento das eleições, mas essas regras não impedem a atuação policial nos casos previstos em lei”, destacou.
Inteligência e atuação especializada
Durante o período eleitoral, o Departamento de Inteligência Policial (DIP) intensificará a produção e a difusão de informações de interesse da segurança pública. O trabalho inclui o monitoramento de fontes abertas e do ambiente digital para identificar possíveis crimes relacionados ao pleito, além do acompanhamento de áreas previamente mapeadas como de maior atenção.
O departamento também acompanhará informações de interesse institucional relacionadas a servidores da Polícia Civil que estejam concorrendo nas eleições, observados os limites legais e a proteção dos direitos políticos. Nos dias que antecedem a votação e durante o pleito, o DIP analisará conteúdos falsos, manipulados ou enganosos que possam repercutir na segurança pública ou indicar possível prática ilícita.
O Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) manterá equipes nas delegacias para atendimento ao público e registro de ocorrências. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) atuará nos casos de homicídio e tentativa de homicídio, enquanto a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), acompanhará e apurará ilícitos praticados no ambiente digital. As ações serão coordenadas pela Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), com acompanhamento do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Nas cidades do interior da Bahia, o Departamento de Polícia do Interior (DEPIN) reforçará o efetivo, com equipes especializadas e estruturas de monitoramento.
Atendimento às mulheres
A Polícia Civil manterá o acolhimento de mulheres vítimas de violência durante o pleito. O estado conta com 15 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), sendo duas em Salvador e 13 no interior. Sete unidades funcionam 24 horas, em regime de plantão: Periperi, Casa da Mulher Brasileira, Camaçari, Juazeiro, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Feira de Santana.
Nos municípios sem Deam, as ocorrências serão atendidas pelas delegacias territoriais, com aplicação de protocolos específicos de acolhimento e encaminhamento. A atuação também contempla casos de violência política contra a mulher, com apuração e adoção das medidas legais cabíveis.
Ascom-PCBA
29.09.2026
Imagem ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA


