O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde no Brasil em 2026. Em junho, o Ministério da Saúde alertou para o risco de reintrodução e disseminação da doença devido ao intenso fluxo de viajantes durante a Copa do Mundo. Naquele período, São Paulo registrava três casos em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde paulista já confirmou pelo menos 23 casos em 2026.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de tosse, espirro, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias depois do surgimento das manchas vermelhas.
Os principais sintomas são febre alta, geralmente acima de 38,5°C, manchas vermelhas pelo corpo, tosse seca, conjuntivite e mal-estar intenso. As manchas costumam aparecer primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se posteriormente pelo restante do corpo. Febre persistente pode indicar maior gravidade, principalmente em crianças pequenas.
A doença pode causar complicações graves, como pneumonia, otite, encefalite e até morte. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são importantes. O diagnóstico pode ser clínico, mas a confirmação ideal é feita por exames laboratoriais com amostras de sangue e secreções.
Não existe tratamento específico contra o sarampo. O atendimento busca aliviar os sintomas e manter hidratação e suporte nutricional. Antibióticos não devem ser usados, exceto quando houver indicação médica para tratar infecções secundárias.
A principal forma de prevenção é a vacinação. O Brasil oferece vacinas como a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que também protege contra varicela. Na rotina, pessoas de 12 meses a 59 anos devem seguir as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
Em situações de risco, como surtos ou exposição ao vírus, a primeira dose pode ser antecipada para crianças a partir dos 6 meses. Essa chamada “dose zero” não substitui as duas doses de rotina, aplicadas a partir dos 12 meses. A vacinação é fundamental para evitar novos surtos e proteger principalmente crianças, grupo mais vulnerável às complicações da doença.


