Redes de supermercados em diferentes regiões do Brasil iniciaram debates internos e projetos-piloto para substituir a tradicional escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — por formatos considerados mais flexíveis e equilibrados.
A mudança ocorre em meio a discussões nacionais sobre qualidade de vida, saúde mental e produtividade no ambiente de trabalho. A escala 6×1 é comum no setor supermercadista devido ao funcionamento contínuo das lojas, inclusive aos finais de semana e feriados. No entanto, trabalhadores e entidades sindicais têm defendido jornadas menos exaustivas.
Algumas empresas passaram a testar escalas como 5×2 ou sistemas alternados de folga, buscando reduzir o desgaste físico e emocional das equipes. A expectativa é que a reorganização da jornada também contribua para diminuir índices de afastamento e rotatividade, além de aumentar a satisfação dos colaboradores.
Especialistas em relações trabalhistas apontam que qualquer alteração precisa respeitar a legislação vigente e acordos coletivos firmados com sindicatos da categoria. Mudanças na escala impactam diretamente na logística das lojas, exigindo planejamento estratégico para manter o atendimento ao público sem prejuízos operacionais.
Para os trabalhadores, a possível extinção gradual da escala 6×1 representa um avanço nas condições de trabalho. Já para as empresas, o desafio está em equilibrar custos, produtividade e bem-estar da equipe.
O tema deve continuar em pauta nos próximos meses, à medida que mais redes avaliem os resultados das novas jornadas e decidam pela ampliação ou não do modelo.


