O Governo do Estado anunciou a assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Baiano de Oncologia, em Feira de Santana, dando início à implantação do primeiro hospital do câncer do interior da Bahia.
A nova unidade tem como objetivo ser um marco no avanço na descentralização da alta complexidade, aproximando diagnóstico, cirurgia, internação, urgência oncológica e exames especializados de pacientes que hoje precisam se deslocar para Salvador ou outros centros de referência.
O hospital será erguido na estrutura da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, por meio de convênio estadual superior a R$ 85,1 milhões.
A primeira parcela, no valor de R$ 26 milhões, já foi paga pelo Governo do Estado à instituição, garantindo o início efetivo da execução do projeto. Do total, R$ 45 milhões são recursos estaduais e o restante será composto por contrapartida da Santa Casa, aportes parlamentares e participação municipal.
Como vai funcionar o Hospital
O Município de Feira de Santana ficará responsável pelo custeio mensal da unidade, estimado em R$ 5 milhões.
A primeira etapa prevê 90 leitos, sendo 20 de UTI, seis salas cirúrgicas e um centro de bioimagem integrado à estrutura já existente.
Quando estiver totalmente concluído, o hospital terá:
224 leitos
Centro cirúrgico com sala para cirurgias robóticas
Pronto-socorro com 12 leitos
Centro de diagnóstico por imagem com ressonância magnética, tomografia e PET-CT.
A projeção é acrescentar à capacidade atual da Santa Casa até 3 mil cirurgias, 6 mil internações e 50 mil exames por ano.
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o projeto é resultado da cooperação entre Estado, Governo Federal, parlamentares, município e Santa Casa.
“O Estado, o Governo Federal, parlamentares e o município investem no SUS para garantir um hospital de ponta. Isso economiza 200 quilômetros de ida e volta de Salvador. Meu sentimento é de muita alegria. Eu presenciei o câncer na minha família e sei o que é isso. Essa agenda é para a gente cuidar, principalmente, das pessoas mais pobres”, afirmou.
Isso economiza 200 quilômetros de ida e volta de Salvador.Jerônimo Rodrigues – Governador da Bahia
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destacou que o novo hospital integra a estratégia de interiorização da alta complexidade na Bahia.
“Nosso esforço tem sido o de ampliar o acesso à alta complexidade e ao acolhimento humanizado em todas as regiões da Bahia. Cada novo leito representa uma história, uma família e uma possibilidade concreta de cuidado mais perto de casa”, disse.
Ampliação da radioterapia
A implantação do Hospital Baiano de Oncologia ocorre em paralelo à autorização do Ministério da Saúde para a substituição do acelerador linear do Hospital Dom Pedro de Alcântara, também vinculado à Santa Casa. A medida reforça a rede de radioterapia em Feira de Santana e amplia a capacidade de resposta da oncologia no interior.
A expansão da radioterapia é um dos eixos centrais da gestão Jerônimo Rodrigues na área oncológica. No início da gestão, a Bahia operava com 12 aceleradores lineares no SUS. Até o final do mandato, o Estado chegará a 25 equipamentos, entre aceleradores novos, substituições e unidades contratualizadas com a rede privada, como a Delfin, o Hospital Mater Dei e o Hospital Português.
Novos serviços também estarão em funcionamento em Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Barreiras, Irecê e Alagoinhas, ampliando o acesso em regiões que não contavam com essa modalidade ou tinham oferta reprimida.
Considerado o maior projeto da história da Santa Casa feirense, o Hospital Baiano de Oncologia deverá ampliar em até 70% o atendimento a urgências oncológicas.
Somente em 2024, a Unacon da instituição realizou mais de 44 mil consultas, 36 mil sessões de quimioterapia, cerca de 30 mil sessões de radioterapia e mais de 10 mil procedimentos cirúrgicos. Ao todo, 36.244 pacientes foram tratados com quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e braquiterapia.
FONTE: A TARDE
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