O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira (8) que o cenário internacional envolvendo o hantavírus segue sob monitoramento, mas sem risco elevado de disseminação global. A avaliação acompanha o entendimento mais recente da Organização Mundial da Saúde.
Em nota, a pasta informou que a cepa encontrada em passageiros de um cruzeiro investigado não foi detectada no Brasil. O navio, que passou por países da América do Sul, concentra casos suspeitos e confirmados da doença.
O governo brasileiro ressaltou ainda que o genótipo Andes, relacionado aos casos analisados no cruzeiro, nunca foi registrado em território nacional. Essa variante já esteve associada a situações raras de transmissão entre pessoas na Argentina e no Chile.
Segundo o ministério, os nove genótipos de Orthohantavírus identificados em roedores silvestres no Brasil têm outro perfil epidemiológico. Até hoje, os casos humanos confirmados no país não apresentaram transmissão interpessoal.
A pasta também afastou qualquer ligação entre o episódio internacional e os dois casos confirmados recentemente no Paraná.
Dados do ministério apontam que o Brasil contabilizou 35 ocorrências da doença em 2025. Já neste ano, foram registrados sete casos, incluindo os confirmados nesta semana.
O hantavírus provoca uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres infectados, como urina, saliva e fezes. A hantavirose integra a lista de doenças de notificação compulsória no Brasil há mais de 20 anos.
FONTE: METRO1


